Os Alfabetos de Flusser
Aurora autoral de uma escrita inventiva
No que difere a filosofia da sua compoesia? Na arte de encontrar-se, de atravessar os
tempos e adiantar-se no fazer e no pensar, ensina Maria Zambrano.
Fazer filosofia é concorrer com o tempo que é capaz de devorar os próprios filhos. A
missão genuína do filósofo é antecipar-se a isso e, nesta sua precipitação, entregar-se.
Esse, o endereçamento, na entrega e dedicação ao ofício de filosofar, de criar e inventar
tempo dentro dos tempos e para além deles chamo de Compoesia o que o filósofo escuta
e responde pelo nome de vocação.
Mais do que o trabalho do pensamento, a compoesia é uma forma de antecipação, de comunicação e de adoração. De afirmação da vida e da alegria vencedora tendo como referência as divinações primeiras.
Antecipar-se ao tempo, antecipar-se aos deuses, antecipar-se à morte, antecipar-se à própria salvação. A compoesia é uma forma de afirmar a vida e sobrevidar à decadência que precede o fim. É querer interligar e engravidar-se dessa antecipação para, na hora derradeira da escrita, deixar-se conduzir por ela.
Cidade Futura, 22 de Setembro de 2020.
ENSAIOS
Os Alfabetos de Flusser
As Orteguianas
Conexões Orteguianas – 1
Conexões Orteguianas – 2
Conexões Orteguianas – 3
Conexões Orteguianas – 4
Ortega y Gasset e os Filósofos Inovadores
No palco giratório de Peter Sloterdijk
Os alfabetos de Flusser
O doador de formas
A chance da compoesia
Leitores inventivos
Retratos do Leitor Ausente
Bons encontros
Written by : José Paulo Teixeira
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Donec fringilla nunc eu turpis dignissim, at euismod sapien tincidunt.